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Dique construído na Zona Norte de Porto Alegre não tem influência na cheia do Rio Gravataí, afirma prefeitura
04/08/2026
(Foto: Reprodução) Obras em dique de Porto Alegre não influenciam na cheia do Rio Gravataí, diz Dmae
O funcionamento do dique que está em construção entre os bairros Sarandi e Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre, gerou dúvidas por parte de moradores afetados pela cheia do Rio Gravataí na região metropolitana.
O nível do Rio Gravataí variava entre 4,77 metros e 4,79 metros até a tarde desta segunda-feira (3), acima da cota de inundação, que é de 4,75 metros. Morador do bairro Americana, em Alvorada, Adão Souza Dias Júnior precisou sair de casa por conta da enchente do rio e questiona o nível da cheia.
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“A água subindo mesmo foi segunda passada. Foi quando ela começou a aparecer. Porque quando ela aparece e chega ali, é certo que vem alta e aí precisa sair de casa. Não tem o que fazer. E agora a gente sabe que a Zona Norte tá mandando água aqui pro outro lado pra não ir para o aeroporto”, afirma Adão.
A Prefeitura de Alvorada afirmou que prestou apoio a 50 famílias, ou 129 pessoas, para se deslocarem até casas de parentes, amigos ou imóveis alugados. Outras seis pessoas, de quatro famílias, estão acolhidas no abrigo municipal, instalado no Ginásio Tancredo Neves.
Por meio de bombas instaladas de forma emergencial enquanto a obra principal do dique é concluída, a água do Arroio Passo das Pedras é direcionada ao Rio Gravataí. Esse processo será automático quando o trabalho estiver concluído. A previsão é de que a obra termine ainda em agosto deste ano.
A operação evita que a água volte para os bairros e cause alagamentos na Zona Norte. A estrutura faz parte do sistema de prevenção contra as cheias da região.
A imagem da água sendo escoada para o Rio Gravataí impressiona, mas segundo o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), de Porto Alegre, não há influência relevante dessa vazão para a cheia do rio.
“É como se a gente pegasse um copo d'água e colocasse dentro de uma piscina olímpica, por exemplo. É tirar um grão de areia de uma grande bacia cheia de areia. São proporções muito pequenas de secagem e o impacto foi medido nas regiões aqui de Cachoeirinha e Gravataí", explica Vicente Perrone, diretor-presidente do Dmae.
"Simulações de computador e mesmo toda essa água que está sendo colocada não tem nenhum impacto no nível do Rio Gravataí. Estamos bastante tranquilos. Os órgãos competentes já fizeram o licenciamento”, completa.
Uma nota técnica emitida com base em um estudo feito pela Rhama Analysis, consultoria contratada pela Prefeitura de Porto Alegre, é a base para o argumento. Segundo o levantamento, a influência é de 2 a 6 milímetros.
Análise realizada pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), vai ao encontro da nota. Para Fernando Meirelles, professor do IPH, a obra é essencial e não causa impacto relacionado às cheias do Rio Gravataí.
“Essa obra é essencial para proteger a Zona Norte de Porto Alegre, que ficou muito vulnerável, como a gente pode ver no evento de 2024. Nós consideramos que não tem influência nenhuma na questão da cheia de Cachoeirinha, Gravataí, Canoas, essa construção desse dique emergencial”, afirma Fernando Meirelles.
Operação do dique da Zona Norte de Porto Alegre não tem influência na cheia do Rio Gravataí, afirma DMAE
Reprodução/RBS TV
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